O Poderoso Chefinho | Resenha Crítica


Já pensou em assistir a um filme sobre um bebê de terno que mais aparenta ser uma versão infantil do Barney de How I Met Your Mother? Pois bem, O Poderoso Chefinho (ou " The Boss Baby" no título original em inglês, que convenhamos ter ficado muito melhor na tradução) é uma animação dirigida por tom McGratch (Madagastar e Megamente) que estreou em 30 de março no território brasileiro pela Fox Film. 


Em um mundo em que os adultos preferem criar cães a filhos, a gerência da BabyCorp envia um de seus melhores funcionários a uma família que trabalha para a PuppyCo a fim de que ele descubra detalhes sobre o novo lançamento da concorrente e salve sua empresa do fracasso total. Mas antes disso, precisará lidar com a desconfiança de seu "irmão mais velho" que o detesta, Tim, que por sua vez vive o drama de ter que aceitar as recentes mudanças em sua casa.

A questão de fabricação dos bebês pode ser considerada uma versão mais absurda de Cegonhas (2016). Dessa vez, os recém-nascidos são testados antes de serem enviados para suas famílias; aqueles que não passarem nos testes viram funcionários dessa empresa, podendo seguir carreira no ramo. 


Os personagens secundários, como de costume, são mais cativantes que os protagonistas que vivem de seus contrastes. A pequena Staci, por exemplo, é aquela típica personagem feminina que retira "own" e "awn" do público, assim como Boo (Monstros S.A.) e Agnes (Meu Malvado Favorito), enquanto o gordinho Jimbo traz risadas por suas trapalhadas.  

De O Senhor dos Anéis a Toy Story, O Poderoso Chefinho é cheio de referências a outros filmes, piadas de duplo sentido ao mesmo tempo que apresenta situações bobas e imaginativas demais. Assim, faz-se algo que possa divertir todas as idades e trazer um bom momento em família, mesmo que a maior parte do humor prenda-se a excessivas cenas de bumbum de neném.


E no quesito "lição de moral" traz o debate da relação entre irmãos, o como a chegada de uma nova criaturinha chorona que coloca um fim no sossego de um lar e dos bons momentos de um filho único que será obrigado a se acostumar até passar a amá-lo, mesmo que o irmãozinho seja um irritante espião em fraldas.

Em geral não traz nada de muito novo ou fora do comum comparado ao cenário atual de animações americanas, exceto talvez por algumas cenas em 2D que lembram "Samurai Jack" (aliás, saudades animações em 2D), mas não deixa de ser um bom filme que vale o valor do ingresso do cinema.


Curiosidade: o filme foi inspirado no livro homônimo escrito por Marla Frazee. Com 36 páginas e voltado para crianças de até quatro anos de idade, é bem diferente da versão cinematográfica produzida pela Dreamworks.

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2 comentários

  1. Vi o trailer outro dia e me passou uma impressão muito ruim (tipo filme ruim de seção da tarde, sabe?) mas se você está dizendo que vale o ingresso... confio em você! haha Ótima resenha como sempre~ Bjs!

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    1. Vi muitos comentários de gente que odiou o filme, mas eu gostei bastante. É uma questão bem individual mesmo, haushuahss.

      Beijos e muito obrigada, como sempre! <3

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