Hey Hey Hey e a importância da literatura

by - dezembro 21, 2017


O clipe oficial para Hey Hey Hey, faixa de Katy Perry para seu álbum Witness, foi revelado na última quarta (20/12) em seu canal no YouTube. No vídeo, a cantora interpreta as personalidades francesas Maria Antonieta e Joana d'Arc, enquanto ambos enredo do clipe e letra da música abordam a libertação de estereótipos relacionados à mulher, com a literatura desenvolvendo um grande papel no tema.

Como Maria Antonieta, vive tediosamente os clichês de uma rainha consorte, que aperta-se em vestidos bufantes, com perucas rococós ao topo de sua cabeça e príncipes machistas e repugnantes ao seu redor. Sua vida começa a ganhar mais cor após deparar-se com um livro que conta as aventuras de Joana d'Arc.

Entusiasmada com a narrativa heroica, a Maria Antonieta de Katy Perry passa a sonhar acordada em tornar-se uma heroína como fora d'Arc, empoderada e destemida. O clipe e a música defendem que, para isso, não é preciso deixar a feminilidade de lado - "quebro os clichês e as normas com golpes de karatê, tudo isso usando um vestido", copiando as palavras de um dos trechos de Hey Hey Hey.


Embora a música não aborde diretamente o assunto, o vídeo deixa explícito a influência que os livros possuem sobre as pessoas e como eles são capazes de mudar vidas. A ficção e a fantasia, principalmente, ajudam-nos a esquecermos dos problemas de nosso cotidiano, mas ao mesmo tempo nos incentivam a serem pessoas melhores com suas mensagens subliminares.

Nos livros sobre Joana d'Arc, aproveitando o exemplo, somos seduzidas a nos tornarmos mulheres fortes à sombra dos feitos épicos de uma personagem que, de fato, existiu. Seu legado deixa marcas até hoje, e é importante enfatizar a sua importância para toda a população feminina.


Para citar outras personagens, Alice, de Alice no País das Maravilhas, nos revela que o mundo dos sonhos pode nem sempre ser tão receptivo, mas é muito bom sonhar. Katniss Everdeen, de Jogos Vorazes, representa o sacrifício por aqueles que ama. Assim como Tris, da saga Divergente, nos mostra que ser diferente não é sinônimo de fraqueza, mas de força. Em Hermione, de Harry Potter, nunca faltou a lealdade, coragem, bravura e inteligência.

A literatura é carregada de subjetividade e belas mensagens para carregarmos conosco, assim como nossas personagens femininas estão cada vez mais empoderadas, influenciando gerações de leitoras que aprendem muito sobre a vida e sobre o mundo com o que leem.

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