Cosmo dos Criadores: artistas independentes que você precisa conhecer #01

by - janeiro 05, 2018


Pela divulgação e enaltecimento de talentos independentes e pelo bem da utilidade pública, o Elfo Livre tem o prazer de apresentar o Cosmo dos Criadores. Confira, nesta primeira publicação, o trabalho e história de seis artistas que você precisa conhecer. Clique no nome do artista para redirecionar-se a sua página e conferir mais artes autorais.



William Vogel
William trabalha com desenho há 8 anos. No começo eram encomendas de retratos e caricaturas, mas já fez freelas para trabalhos de arrecadação de fundos para ONGs de animais e conscientização infantil sobre a responsabilidade de se ter um bichinho de estimação, investindo no mercado publicitário voltado para a área de pets.

Entre esses trabalhos, fez uma série de pequenas ilustrações com a linguagem corporal canina e seus significados. As ilustrações viraram um jogo, como se fosse jogo da memória e, anos mais tarde, quando o Janton, empreendedor para qual trabalhava, passou a atuar na área da psicologia infantil, o jogo foi adaptado de forma a incentivar a criança a demostrar o que sentia em determinadas situação. Assim, ela apontava o cachorro bravo quando sentia raiva, ou para o cachorro com o rabinho entre as patas, quando estava com medo, por exemplo. Infelizmente, na época, nem ele nem seu contratante levavam seu trabalho tão a sério e se afastou d ilustração por algum tempo, voltando a buscar um caminho na profissão apenas em 2014.

Atualmente trabalha como ilustrador e artista conceitual em um projeto de jogo de cartas intitulado Contos de Arreth, com previsão de lançamento para 2018. Continua produzindo trabalhos pessoais, participando de eventos e feiras de exposição.



KaZoO!
Carlos Yoshimura, mais conhecido como KaZoO!, começou a desenhar anda pequeno, colocando em prática a imaginação fértil que sempre teve, expressando-a com papel e lápis. Considera o período da escola como uma parte inexpressiva da sua vida, pois não praticou tanto. Após formado, descobriu novamente que desenhar era o que queria, e voltou a focar, inclusive, entrando na faculdade de Design.

A faculdade teve influência no seu modo de produção, mudando sua maneira de pensar e criar de modo criativo, com o aprendizado de teoria e técnicas que usa não somente em seus desenhos. Hoje, busca dedicar ao menos um tempo do seu dia para praticar o que ama, e foi só recentemente que descobriu o seu estilo próprio, mas ainda sente a presença da influência de outros artistas. Para ele, esse processo de identificação de estilo veio através de muitos testes e pesquisas até surgir algo que pudesse chamar de seu, mas alega ainda que é um processo muito pessoal que varia de pessoa a pessoa. 


Vitória Bergamo
Vitória "Pergaminho" Bergamo começou com a influência do pai, que fazia quadros e desenhava, encaminhando-a para o meio artístico embora não fossem tão próximos. Ela começou a desenhar como escape para o preconceito que sofria na escola, por ser daltônica e não enxergar bem, encontrando no desenho o seu ponto de relaxamento. 

Notou sua evolução com o tempo, vendo ainda que outras pessoas se identificavam com o que ela sentia e ilustrava, encontrando nisso a força para continuar a buscar meios de se expressar através dos desenhos. Ícones nacionais e de fora do país a inspiram e já trabalha com freelas pequenos enquanto tem o sonho de ser tatuadora, orgulhosa de ver pessoas que queriam sua arte eternizada na própria pele.


Kioshi desenha desde a infância, quando nasceu seu sonho de criar seu próprio desenho animado, inspirado por filmes do Studio Ghibli e alguns animes e mangás como Fruits Basket, KareKano, Pokemon e Digimon. Houve um período, entretanto, após a conclusão do ensino médio, em que ficou sem desenhar enquanto cursava Ciências Biológicas, mas acabou trancando a faculdade e começou Design Gráfico, na qual se formou em 2016.

Durante a faculdade, Kioshi retomou seu interesse em desenhar, percebendo que os projetos acadêmicos pareciam muito mais interessantes quando lhe era possível trabalhar com ilustração. Ainda nesta época, começou a acompanhar muitos artistas como Isadora Zeferino e Rodrigo Falco, que o inspiravam e motivavam, fazendo voltar o sonho de infância que, agora, tornou-se mais palpável. Agora, volta a desenhar com regularidade e a explorar novos materiais e técnicas.


Marcela Nohama
Marcela Nohama, do Marisol Maryline, desenha desde a infância com a inspiração de animes como Sailor Moon, Pokémon e Dragon Ball e incentivo da mãe, que sempre deu papel a ela. Com quatro anos já desenhava histórias em quadrinhos do Sonic e depois criava histórias originais, com personagens próprios, mas como não sabia escrever, pedia ajuda ao irmão para colocar as falas nos balões. Essas histórias eram enviadas ao pai, que trabalhava no Japão.

Aos 14 anos começou a fazer um curso de mangá, mas frequentou-o por apenas um mês por ser caro. Percebeu, então, que era questão de treino, mas lhe serviu como base sobre medidas que não entendia. Na mesma época, começou a criar quadrinhos com base nos mangás que comprava e publicava no Orkut e, logo após, criou um blog para atingir pessoas que não tinham a rede social. O blog está em atividade até hoje.

"Com o acesso a Internet que vi sobre a profissão de desenhista e ilustrador, então fui estudando pra conseguir trabalhar com isso, mas até hoje não tive garra para tentar pra valer, faço isso por hobby. ", comenta sobre a possibilidade de profissionalizar-se. Formada em letras, também ilustrou alguns trabalhos independentes de livros infantis. 

Seu primeiro evento foi o Anime Friends, em 2015, enquanto desenhava a "Hot and Cold: Kimy Itamini Story", da autora Marcelly Machado. O mangá ainda está em andamento, e Marcela atualmente está desenhando o sexto capítulo de treze. "Eu trabalho oito horas na área de serviço público, então não sobra muito tempo pra me dedicar ao desenho.", comenta sobre a indisponibilidade de horário para dedicar-se mais aos mangás. Além de ilustradora, o sonho de Marcela também é tornar-se escritora, mas percebe que acabou deixando-o de lado enquanto trabalha como desenhista, ms que pretende retomar daqui em diante.

Quando perguntada sobre seu estilo próprio, respondeu que ainda não o encontrou e usa o estilo de CLAMP como maior inspiração. Para quem está começando, sua dica é não ter medo de fazer, mas que é imprescindível estudar, buscar informações e passar o que aprendeu para outras pessoas, em busca de contatos e amizades com a galera da área, considerando a troca importante para o crescimento pessoal e profissional, assim como explorar as várias possibilidades e caminhos que existem. "Eu não me arrependo, guardo meus arranhões e cicatrizes como grandes aprendizados e batalhas vencidas e guerras que terei que vencer! Vença você também! Você consegue! Você é capaz! Acredite no seu potencial! Todos nós temos! Você irá encontrar o seu também!", anima.


Ana Barana
Ana gosta de desenhar desde que se entende por gente e sempre quis seguir esse ramo, embora por muito tempo não tenha se dedicado muito. Fez faculdade de moda, mas não gostou muito, e quando estava no fim do curso começou a se dedicar de verdade se sentir uma evolução em si. Embora graduada, ainda não achou seu rumo,

Também não sabe como surgiu seu estilo, apenas percebeu que tinha um quando um amigo comentou sobre seu traço lembrar HQ. Como referências, sempre teve animes como Sakura Card Captors e Sailor Moon, embora nos últimos anos também tenha um pouco de quadrinhos.

Seu primeiro evento expondo e vendendo suas artes foi a 17ª Edição do Anime Arts e, para quem também está começando, dá uma dica clichê, mas que considera verdade: treine. "Quanto mais você desenha, melhor você fica. Isso foi bem visível para mim no meu último ano de faculdade, no meu Trabalho de Conclusão de Curso tentei colocar o máximo possível de ilustrações e reparei que as que eu fiz no final do ano estavam significantemente melhores do que as da metade do ano, então, a meu ver, a melhor maneira de melhorar é desenhando o máximo possível!", afirma, usando a própria experiência como exemplo.

Também aconselha não ter medo de usar referências no começo, que é importante desenhar até você entender como o objeto desenhado funciona e, assim, melhorar. É preciso ainda ter em mente de que dificilmente você vai estar 100% satisfeito com seu trabalho, sempre tem como melhorar.

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6 comentários

  1. Muito feliz de ter sido convidada a falar sobre um pouco do meu trabalho e caminhada até aqui!
    Vou acompanhar o blog!
    E só algo que preciso esclarecer: eu nunca fui para o Japão! Um dia quem sabe, mas só meus irmãos e pai que foram pra trabalhar.
    E meu blog é Marisol Maryline pra quem quiser conhecer! Estou escrevendo ultimamente de como foram minhas experiências indo a eventos como artista!

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    1. Oi Marcela, eu corrigi o texto. Desculpa por ter entendido errado!
      Obrigada por participar! ♥

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  2. Bacana, adorei conhecer o perfil de novos artistas e de ver alguns conhecidos sendo reconhecidos. Parabéns e vou acompanhar o blogue sempre.

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    1. Obrigada, Valdo!
      Fico feliz que tenha gostado. A intenção é justamente essa, apresentar rostinhos para o público.

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  3. Arte sempre foi algo que me encantou, principalmente em forma de desenho. Acho incrível como as pessoas conseguem expressar o que pensam e sentem através de seus desenhos. Por mais que não seja muito boa nisso, gosto de pesquisar sobre o assunto e adorei conhecer esses artistas!!

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    1. Também me encanta muito, Carol.
      Até arrisco alguns traços de vez em quando, mas não sou nada boa no que faço kkkkk mesmo assim adoro acompanhar esses artistas talentosos e pesquisar sobre o assunto. Conhecimento nunca é demais. ♥

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