Algumas referências em Jogador Nº1

by - abril 08, 2018


Com a estreia do filme baseado em Jogador Nº1 realizada na última semana de março, o livro de Ernest Cline volta a ficar entre os mais vendidos e comentados do mundo. Nesta publicação, relembre (ou conheça) algumas das referências mais marcantes da obra literária de ficção científica.


Adventure
Warren Robinnet foi o criador do primeiro easter egg da história. Em seu game Adventure, lançado em 1979-1980, escondeu uma chave do tamanho de um pixel dentro de um dos labirintos: quem a encontrasse poderia usá-la em uma sala secreta na qual o nome de Warren aparece escrito na tela, já que a Atari, plataforma para qual foi programado, não dava créditos a seus realizadores.


Joust
Neste clássico de fliperama, cada jogador controla um cavaleiro armado com uma lança. O jogador 1 monta em um avestruz enquanto o 2 está em uma cegonha, é preciso voar e batalhar, lidando ainda com os cavaleiros inimigos controlados pelo computador, sendo estes montados em urubus. "Ao se chocar com um oponente, quem estiver com a lança mais alta na tela vence o duelo. O perdedor é morto e perde uma vida. Sempre que o jogador mata os cavaleiros inimigos, seu urubu solta um ovo verde que rapidamente se abre e um novo cavaleiro inimigo surge se você não arrasar com ele a tempo. Um pterodáctilo também logo aparece para instalar o caos."

Foto: heathbar (Flickr)

D&D - os primórdios da realidade virtual?
"Conforme eu aprendia mais a respeito de como jogar aqueles RPGs, percebi que um módulo D&D era o equivalente primitivo a uma busca no OASIS. E os personagens D&D eram como os avatares. De certo modo, aqueles jogos de RPG tinham sido as primeiras simulações de realidade virtual, criadas muito antes de os computadores serem poderosos o bastante para realizar o trabalho. Naquela época, se você quisesse escapar para outro mundo, tinha de criá-lo sozinho, usando cérebro, papel, lápis, dados e alguns livros de instruções. Esse tipo de realização me deixava maluco. Mudava a perspectiva toda que eu tinha a respeito da Caça ao Easter Egg de Halliday. A partir dali, comecei a ver a Caça como um módulo complexo do D&D. E Halliday sem dúvida era o mestre dungeon, mesmo que agora estivesse controlando o jogo do além."


Robotron
"O Robotron exigia instinto e reflexos. Jogar videogames antigos sempre afastava minhas preocupações e me deixava relaxado. Quando me sentia deprimido e frustrado com a vida, só precisava apertar o botão do Jogador 1 e meus problemas sumiam de minha mente instantaneamente, e eu me concentrava no ataque incansável, repleto de pixels, na tela a minha frente."

Foto: neatstuffcollectibles (ebay)

Quadrinhos de Heróis
"Eu havia encontrado diversos discos rígidos numa caixa com as suas coisas, que continham séries completas do O Homem-Aranha, do X-Men e do Lanterna Verde. Minha mãe, certa vez, disse que meu pai havia me dado um nome com aliteração, Wade Watts, porque acreditava parecer a identidade secreta de um super-herói, como Peter Parker ou Clarck Kent."


Mundos no OASIS
"A GSS também havia pré-licenciado mundos virtuais de seus competidores, por isso o conteúdo que já tinha sido criado para os jogos, como Everquest e World of WarCraft, foi repassado ao OASIS e cópias de Norrath e Azeroth foram incluídas ao catálogo crescente de planetas OASIS. Outros mundos virtuais logo copiaram isso, desde Metaverse ao Matrix. O universo Firefly ficava ancorado em um setor adjacente ao da galáxia do Star Wars, com uma detalhada recriação do universo Star Trek no setor adjacente a ele. Os usuários poderiam se transportar de um lado a outro em seus mundos fictícios favoritos. Terra Média. Vulcano. Pern. Arrakis. Magrathea. Disc word., Mundo Médio, Riverworld, Ringworld. Mundos dentro de mundos."


Diário do Graal
Inspirado em Indiana Jones, Wade mantinha um caderno em que anotava tudo o que aprendia durante suas pesquisas e estudos a respeito de James Halliday, criador do OASIS, com todos os detalhes que pudessem estar relacionados à Caça. Sua vida, conquistas, interesses, biografias, documentários, palavras escritas por ele. Tudo. "Ele era um deus entre os geeks, uma über divindade nerd no nível de Gygax, Garriott e Wozniak." 


Blade Runner
"Havia nada menos que 14 referências a Blade Runner no texto do Almanaque de Anorak. Aquele tinha sido um dos dez filmes favoritos de Halliday de todos os tempos." O polígrafo Voight-Kampff, localizado no prédio da Tyrell Corporation, foi citado no livro como o Segundo Portão. Haviam cópias do prédio em pelo menos centenas de planetas diferentes, já que o código era incluído como um template de WorldBuilder, utilizado para a criação de um planeta dentro do OASIS: com o template do prédio, você podia apenas selecioná-lo para inserir uma cópia na simulação e preencher espaço em sua cidade. 

Foto: Rob Boudon (Flickr)

Pac-Man
Um dos desafios de Wade é atingir uma pontuação perfeita no jogo. "Seria preciso jogar todos os 256 níveis perfeitamente, até a tela final. E seria preciso pegar todos os pontos, energizantes, frutas e fantasmas que conseguisse pelo caminho, sem perder uma vida que fosse. Menos de 20 jogos perfeitos tinham sido registrados na história de 60 anos do jogo. Um deles, o jogo mais perfeito e rápido já jogado, tinha sido conquistado pelo próprio James Halliday em menos de quatro horas. [...] Havia um ponto em cada labirinto, acima da posição de início, na qual era possível “esconder” o Pac-Man por até 15 minutos. Naquele local, os fantasmas não conseguiam encontrá-lo. Usando esse truque, eu havia conseguido fazer dois intervalos para comer e ir ao banheiro nas últimas seis horas."

Foto: books | DOLLY PYTHON

Autores preferidos de Halliday
"Douglas Adams. Kurt Vonnegut. Neal Stephenson. Richard K. Morgan. Stephen King. Orson Scott Card. Terry Patchett. Terry Brooks. Bester, Bradbury, Haldeman, Heinlein, Tolkien, Vance, Gibson, Gaiman, Sterling, Moorcock, Scalzi, Zelazny. Li todos s livros de cada um dos autores preferidos de Halliday."


Filmes preferidos de Halliday
Jogos de Guerra, Os Caça-Fantasmas, Academia de Gênios, Minha Vida é um Desastre e A Vingança dos Nerds são citados. "Devorava cada um aos quais Halliday se referia como "As trilogias sagradas": as trilogias de Guerra nas Estrelas (as originais e as prequels, nessa ordem), O Senhor dos Anéis, Matrix, Mad Max, De Volta Para o Futuro e Indiana Jones. [...] Também absorvi todas as filmografias de cada um de seus diretores prediletos: Cameron, Gillim, Jackson, Fincher, Kibrick, Lucas, Spielberg, Del toro, Tarantino. E, claro, Kevin Smith." 


Seriados
O Grande Herói Americano, Águia de Fogo, Esquadrão Classe A, Super Máquina, Um Robô em Curto Circuito e Muppet Show são citados. "E você deve estar se perguntando: e Os Simpsons? Eu conhecia mais sobre Springfrield que sobre a minha própria cidade. Star Trek? Sim, eu fiz minha lição de casa. TOS, TNG, DS9. Até Voyager e Enterprise. Assisti a todos eles em ordem cronológica. Os filmes também. Phasers estão na mira"


Desenhos e Japão
"Fiz um intensivo dos desenhos das manhãs de sábado dos anos 1980. Aprendi o nome de todos os malditos Gobot e Transformers. Elo Perdido; Thundarr, o Bárbaro; He-Man; Schoolhouse Rock!; G.I. Joe... Eu conhecia todos eles. Porque saber já é metade da batalha. Quem era meu amigo quando as coisas ficavam ruins? H. R. Pufnstuf.
Japão? Eu sabia alguma coisa sobre o Japão? Sim, e como. Anime e figuras. Godzilla, Gamera, Star Blazers, Os Gigantes do Espaço e Força G. Go, Speed Racer, Go."


Músicas
"Desde The Police a Journey até R.E.M. e The Clash. Conheci tudo. Fiz o download da discografia completa do They Might Be Giants em menos de duas semanas. Do Devo demorou um pouco mais. [...] Eu memorizava letras de músicas. Letras tolas, de bandas como Van Halen, Bon Jovi, Def Leppard e Pink Floyd. Continuei."

Que outras referências te marcaram no livro?

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