O Bom do Amor em quadrinhos pra lá de delicados sobre os pequenos prazeres diários

by - junho 12, 2018


A ilustradora Laís Soares e a escritora Chris Melo se uniram para essa produção super romântica, delicada e brasileira publicada pela Fábrica 231, selo de quadrinhos mantido pela Editora Rocco, que é a leitura ideal para este Dia dos Namorados - ou em qualquer outro, já que o amor acontece todos os dias e está por todos os lados.

Ao longo de suas páginas, vemos figuras em aquarelas delicadas, coloridas e sutis de situações cotidianas de um casal apaixonado, sempre acompanhadas logo abaixo por textos curtos que buscam descrever as melhores sensações e momentos proporcionados por um relacionamento amoroso, seja dividir um ventilador em um dia quente de verão, escutar uma música e instantaneamente lembrar do outro ou simplesmente saber que, no fim do dia, você sempre terá um colo gostoso onde cochilar e repor as energias.


Com influência em "Amar é...", populares tirinhas dos anos 70 criadas por Kim Grove, cartunista da Nova Zelândia, as ilustrações que começaram como uma websérie na página da Editora Rocco no facebook foram perfeitas na missão de retratar as pequenas, mas mais verdadeiras declarações de amor que se escondem em meio a ações cotidianas e que, nem sempre, está explícita aos olhos, mas que nunca deixa de esquentar os corações. 

Laís, ilustradora, comenta sobre como foi trabalhar em O Bom do Amor: "É maravilhoso lembrarmos dessa importância do amor tanto pelo desenho quanto pela escrita. Dava um calorzinho quando eu fazia esse trabalho: são situações muito reais, típicas de relacionamentos saudáveis. Tudo ali realmente acontece, até as coisas que não são ideais, mas fazem parte de uma relação. Não tem nada daquela coisa batida, idealizada, por isso as pessoas realmente se identificam com os quadrinhos."


Em tempos de representatividade em foco, as personagens de O Bom do Amor ganham destaque por não terem sexo nem nomes definidos, tornando, assim, a identidade dos mesmos a total critério do leitor, que pode se identificar e identificar seu amado(a) nas ilustrações sem preocupações de gênero. Chris Melo revelou, em uma entrevista, que isto foi um pedido dela: "Eu pedi para que os personagens tivessem gêneros abertos para que a pessoa olhasse e pudesse interpretar se são duas meninas, dois meninos ou um menino e uma menina. Nos textos não há nenhuma referência a isso, é sempre “o outro”, nada de ele ou ela. Queria que eles tivessem suas características próprias, mas sem definir o sexo. Tenho muito leitor homossexual e eu não escrevi um romance LGBT ainda porque não me sinto preparada, não quero que seja caricato. Aí, nesse projeto, quem olhar pode pensar “sou eu”."

O livro não abre nenhum tipo de debate ou age como conselheiro amoroso, mas lembra seus leitores o amor está, principalmente, na simplicidade cumplicidade e companheirismo de um casal, e que estas são as verdadeiras forças necessárias para o bem estar de um relacionamento. O amor e a felicidade que este proporciona estão nos pequenos prazeres diários.

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