Dreamcatcher segue impecável e fiel ao horror em Piri

by - fevereiro 13, 2019


Foi lançado nessa quarta-feira (13) o aguardado quarto mini álbum de trabalho do grupo feminino de kpop Dreamcatcher, The End of Nightmare, do qual será promovida a faixa PIRI cujo MV também foi revelado hoje, marcando mais um lançamento perfeito do septeto.

Como de costume do grupo, o vídeo segue por um conceito sombrio e repleto de teorias inspiradas em narrativas de suspense e terror, enquanto a música pede emprestado elementos do rock, com maior proximidade ao rock japonês, para compor uma faixa viciante com bases instrumentais que combinam perfeitamente com os vocais sempre excelentes das cantoras.


Os vocais de Jiu, Yoohyeon, Siyeon e Sua são muito bem aproveitados ao longo da faixa, mas a surpresa fica para a revelação de Handong e Gahyeon, que normalmente não costumam ter tantas linhas nas músicas, mas receberam um bom destaque para esse lançamento. A integrante Gahyeon, maknae do grupo, principalmente, uma vez que revela-se ainda como exímia rapper ao realizar um dueto muito bem e entregue com Dami, cujo talento já é reconhecido entre os ouvintes do grupo, marcado-os positivamente não só por seu flow, mas por seu tom grave que combina perfeitamente com os conceitos apresentados pelo Dreamcatcher.

Os três primeiros lançamentos do grupo, Chase, Good Night, e Fly High, formavam uma trilogia quase cinematográfica sobre um grupo de jovens estudantes de um internato que, após um incidente na escola, foram aprisionadas em sonhos e perseguidas por caçados de pesadelos. O conceito se estendeu para os demais lançamentos do grupo, como You And I, What e, agora, Piri, no qual as integrantes continuam presas em pesadelos.


O clipe, por sua vez, apresenta cenas bastante bizarras que, quando se trata de Dreamcatcher, é um elogio. Reflexos, gêmeas fantasmas, relógios, telefones antigos e bonecas que se movem sozinhas são alguns dos elementos presentes que colaboram visualmente com a narrativa de terror que está presente não só nos vídeos do grupo, mas em todo o seu trabalho desde o debut em 2017 conforme as letras também buscam retratar essa mensagem. 

Na letra de Piri é narrada a solidão de um eu lírico apavorado pela ausência humana e perdido em caminhos escuros e sem rumo, desejando a presença de alguém, de uma mão sequer que pudesse resgatá-la, salvá-la desse pesadelo sem fim. Esperando ouvir o som do "piri" sendo soprado por seu salvador.


O piri, para quem não sabe, é um instrumento tradicional da Coreia que foi introduzido na Ásia por voca do século VI, muito utilizado em rituais espirituais e em tradições folclóricas do país. Sua forma se assemelha a de uma flauta ou oboé, mas é feito de bambu. A instrumentista Park Jiha demonstra, no vídeo acima uma performance utilizando o instrumento.

Reconhece esse som? É o mesmo instrumento que foi utilizado para aquele soar semelhante ao de um alarme que dá início a música do Dreamcatcher. Afinal, o Dreamcatcher não brinca em serviço e o instrumento tão importante para este comeback a ponto de nomear sua faixa título não poderia ser apenas brevemente citado na letra, mas sim apresentado ao público de forma que seu significado se tornasse mais palpável principalmente aos fãs internacionais, que dificilmente conheceriam algo tão tradicional da cultura coreana. 


O restante das músicas do álbum também são de excelente qualidade, enregando um trabalho completo e impecável aos fãs: a faixa Diamond, por exemplo, tem uma pegada sonoramente mais semelhante aos trabalhos principais do grupo, próxima do rock, enquanto com Daydream, por exemplo, não perdem a tradição de inserir uma música mais calma, vocalizada e de apreciação subjetiva em seus discos.

Isso porque o Dreamcatcher é um grupo completo: com vocais perfeitos, raps impecáveis, conceitos extremamente ricos em detalhes e narrativas que fazem jus ao cenário pré-criado em ambos vídeo e sonoridade, o grupo é sem sombra de dúvidas um dos mais talentosos da geração atual do k-pop, além de inovador em seu estilo, ousando com uma nova imagem em um mercado com conceitos e preconceitos já construídos que, aos poucos, e com um toque de Dreamcatcher, vão se tornando mais flexíveis e receptivos o diferente.

Quer o mundo, Dreamcatcher? Ele já é seu! 
#Vem1stwin

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