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O Sol Também é Uma Estrela: um romance de representatividade e destino | Resenha


Primeiro lugar no The New York Times, o livro O Sol Também Uma Estrela foi o segundo romance de Nicola Yoon, autora já conhecida por Tudo e Todas as Coisas. Publicado no Brasil pela Editora Arqueiro e com o lançamento de sua adaptação cinematográfica, este é o momento ideal para lê-lo.

Na trama, Natasha é uma garota que acredita na ciência e nos fatos, mas tenta manter uma chama de esperança acesa quando sua família está prestes a ser deportada para a Jamaica. Em suas últimas 12 horas em Nova York esbarra em Daniel, um jovem sonhador e grande crente do destino que está disposto a fazer a garota passar a acreditar no amor.

As diferenças entre os personagens é o ponto principal da obra, provando que os opostos se atraem - mas não sem pelo menos um pouco de atrito. Acompanhar o desenvolvimento romântico entre uma cética cientista e um poeta incorrigível pode soar clichê, mas ganha tom eufórico e surpreendente devido ao grande diferencial da obra: toda a narrativa se passa em menos de um dia.


Isso pode ser ao mesmo tempo positivo e negativo: quando estamos mais acostumados com narrativas longas e demoradas nas quais os personagens caminham lentamente em direção a um desfecho amoroso, observar este rápido desenrolar pode parecer surreal demais, difícil de acompanhar como tantas informações podem caber em tão poucas horas, e é aí que mora a graça.

Muitas vezes não nos damos conta da importância do tempo em nossas vidas. Alguns dias passam rápidos demais, outros parecem ser infinitos, e mesmo os segundos e minutos, em suas formas mais mínimas, podem ser percebidos, como perder um ônibus por ter saído de casa alguns segundos mais tarde. Neste caso, como um acidente pode ser evitado graças ao imprevisto encontro entre dois desconhecidos - e como estes poucos segundos mudarão suas vidas para sempre.

Outro ponto positivo da obra é sua representatividade étnica, com personagens negros e asiáticos não só ocupando os papéis principais da trama, mas com suas respectivas culturas invadindo as entrelinhas da narrativa, impostas em suas personalidades e atitudes (ou nas de seus familiares) e em suas vivências pessoais, muitas vezes regadas pelo racismo.


Em uma narrativa definitivamente voltada ao juvenil, apresentar tais assuntos tornam-se não só relevantes ao público, mas necessário. Com um tom romântico, ágil e fresco, as pautas sociais são tratadas com muita graça e instigam reflexão sobre nossas ações, levando os leitores a uma criticidade que tem sido muito abordada nos Young Adults, tornando deste gênero um must-read para a geração.

A obra de pouco menos de 300 páginas é emocionante. Assim como os acontecimentos narrados, a leitura é dinâmica, impossível de largar, prendendo o leitor ao próximo passo dessa história de amor apresentada tão brevemente, mas ricamente expressiva e sentimental. Sua versão fílmica chegou aos cinemas no último dia 16 de maio, gerando o momento perfeito para conferir essa narrativa em ambos formatos.

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1 Comentários

  1. Eu já ouvi falar em algum lugar sobre esse livro, adorei e vou coloca-lo em minha lista de desejos. - Ah foi uma divulgação da depois dos 15.
    Beijinhos ;*

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