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Crítica | Amigos Imaginários foi feito para a sua criança interior

Crítica | Amigos Imaginários foi feito para a sua criança interior

O trabalho de John Krasinski como diretor acaba de chegar a um novo patamar. Seu mais recente filme, Amigos Imaginários (IF), foi lançado em maio nos cinemas dos Estados Unidos e do Brasil, trazendo uma mistura de comédia com fantasia que promete emocionar crianças e adultos. 

A trama acompanha Bea (Cailey Fleming), uma garotinha que está se sentindo sozinha. Com seu pai internado, ela passa a morar com sua avó e descobre que consegue ver os amigos imaginários de outras pessoas - incluindo aqueles que foram esquecidos pelas suas crianças que cresceram. Cal (Ryan Reynolds) é o responsável por ajudar esses amigos imaginários e encontrarem novas crianças, e Bea se torna sua aliada nesta missão. 


Além de dirigir, John Krasinski interpreta o pai de Bea, um homem que está se esforçando para criar a filha sozinho após a morte de sua esposa, mas nunca deixou de sorrir ou de fazer os outros sorrirem. Ele é presente, brincalhão e dá o seu melhor para que sua filha não sinta que precisa crescer rápido demais, um exemplo de pai e de adulto. Como ele mesmo diz no filme, a vida nem sempre vai ser feliz, mas isso não significa que não devemos tentar

A adição de Ryan Reynolds ao elenco foi certeira. O ator é naturalmente engraçado e combina perfeitamente com o clima de comédia infantil - um tom muito diferente do seu trabalho em Deadpool, mas com a mesma excelência de performance. Seu personagem, Cal, é um carrancudo de coração puro que conquista os espectadores desde o primeiro segundo - e o filme consegue guardar o seu melhor para o final. Sem spoilers! 

A relação de Cal com Bea é muito pura, como se fosse um irmão mais velho para a personagem. Os momentos compartilhados pelos dois em cena são tão naturais que parecem que se conhecem há anos, tornando o filme mais crível - mesmo com uma "criaturinha" roxa sempre ao lado deles.

Crítica | Amigos Imaginários foi feito para a sua criança interior

Aliás, Amigos Imaginários fica completo, é claro, com a presença dos próprios amigos em questão. Das mais variadas formas, cores e personalidades, os Amigos Imaginários (ou MIGs, como eles se chamam) foram criados por crianças no passado e, quando elas cresceram, os esqueceram. Hoje vivem todos juntos em um retiro à espera de novas crianças, e a chegada de Bea traz esperança a esse lugar que um dia já foi mágico. 

Alguns MIGs ganham mais destaque em cena, como o Blue e a Blossom, que não desgrudam de Cal. A química entre os personagens é muito visível, com uma bela amizade regada a muita confiança e apoio. Na versão legendada do filme, é possível ainda ouvir as vozes de grandes astros do cinema como Emily Blunt, Steve Carell, Awkwafina e Matt Damon. 

A versão dublada não fica nada a atrás, com Philippe Maia (que já dublou Reynolds em projetos como A Proposta e O Projeto Adam) e Felipe Grinnan (voz de Krasinski em Um Lugar Silencioso). Todo o humor do filme foi adaptado com muito cuidado, mantendo a essência de seus personagens e o clima familiar. 

Crítica | Amigos Imaginários foi feito para a sua criança interior

Toda essa delicadeza, afinal, é o grande quê por trás de Amigos Imaginários, um filme para assistir de coração aberto e se deixar levar pelas emoções. Não tem nenhuma grande reviravolta ou nada nunca antes visto no cinema, mas é executado com tanto carinho que consegue tocar verdadeiramente - e você vai sair da sessão com vontade de ter o seu próprio MIG. 

Apesar de ser um filme infantil, a história de Amigos Imaginários permite com que muitos adultos se identifiquem e se emocionem: afinal, todos nós já fomos criança algum dia, e o filme proporciona esse "abraço" que podemos estar precisando, mas nos sentimos envergonhados em pedir. Amigos Imaginários é um lembrete para deixarmos a nossa criança interior tomar as rédeas de vez em quando. 

Nota final: ★★★★★ + Favoritado ❤

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