Rogue One é sombrio, rebelde e incrível


O primeiro spin-off da clássica saga dos anos 80 chegou nesse dia 15 de dezembro aos cinemas, apresentando a história citada nos letreiros do episódio IV, "Uma Nova Esperança", sobre como a Aliança Rebelde roubou os planos da Estrela da Morte para que ela pudesse ser destruída. Mas como isso ocorreu?

O que não foi explicado no longa de 1977, tornou-se uma missão para Rogue One: contar uma história de Star Wars. A fim de contextualizar a personagem principal, Jyn Erso (Felicity Jones), os primeiros minutos são uma espécie de "prólogo" que apresentam sua infância e sua família.

Seu pai, Galen Erso (Mads Mikkelsen) é um ex-cientista do império, que abandonou o trabalho ao ter consciência da malevolência da Estrela da Morte, arma da qual era responsável. Considerado elemental para a concretização dos planos imperiais, é levado pelo Império novamente e a pequena Jyn, agora sozinha e fugitiva, precisa aprender a se virar sozinha. 15 anos depois, a Aliança contata a garota para que esta realize uma missão em nome dos Rebeldes, e agora a coisa começa a pegar.


O filme é pesado, mais sombrio do que tudo o que já foi apresentado anteriormente em Star Wars. Uma rebelião não se faz sem armas ou mortes, é guerra, é sangue, tudo pela causa, pela derrota do Império. E, obviamente, o império contra-ataca (sacaram?), não facilitando para os rebeldes em momento algum.

Os Jedi estão basicamente extintos, a força é citada, mas não a vemos em ação da mesma forma que a saga nos acostumou. Os sabres foram substituídos por blasters, e os mestres por aliados rebeldes e alguns sonhadores que ainda acreditam no "may the force be with us". Sem heróis, apenas lutadores fortes e sobreviventes.


Entretanto, ainda temos os amados dróides. Assim como "O Despertar da Força" trouxe uma versão mais adocicada de R2-D2 com BB8, em Rogue One somos apresentados ao K-2SO, ex-dróide do império que agora é companheiro de Cassian Andor e tem um carisma semelhante ao de C3PO, porém mais cômico. Como o Marvin, o Androide Paranoide de O Guia do Mochileiro Das Galáxias.

K-2 é o responsável por amenizar o clima extremamente sombrio do filme, com suas estatísticas cruéis que ninguém quer saber e frases espontâneas de alguém que não tem papas na língua - ou melhor, no mecanismo de fala.


Chirrut (Donnie Yen), já apresentado nos trailers como um cego, perdão pela palavra, fodástico, mostra-se ainda mais habilidoso ao decorrer do filme. Desbravado, o homem traz suspiros e "wows" de qualquer um que assista suas cenas. É difícil não ficar de boca aberta quando ele entra em ação.


Não é novidade que Darth Vader tem seus momentos de participação no longa, já fomos informados sobre sua presença nos trailers e já é de se esperar seu envolvimento, afinal, este ponto da história mostra como ascendeu desde o fim do episódio III, "A Vingança dos Sith", quando Anakin converteu-se ao lado negro e perdeu miseravelmente uma batalha contra seu mestre Obi-Wan Kenobi, mas não a guerra.

O totalmente reformado e poderoso "Darth Vader" nos dá a graça de sua respiração pesada e lendária por algumas cenas de Rogue One, mas ele não é o único personagem clássico a fazer um "cameo" na história. Deixemos os nomes como surpresa, entretanto.


O filme foi um êxito no que havia prometido, sanou as dúvidas e ainda carregou algumas surpresas. Talvez mais interessante e empolgante que o esperado, negá-lo como bom é, no mínimo, ser cabeça fechada demais. Rogue One é inacreditavelmente bom, provavelmente um dos melhores e só não enxerga quem não quer.

Fazer Star Wars funcionar mesmo sem Jedi não deve ter sido uma missão fácil, mas foi concluída com uma excelente qualidade digna da franquia. É incrível o que Gareth Edwards foi capaz em harmozinar tudo tão perfeitamente com os episódios relacionados. Você sente a magia, você sente a força, você sente todo o encanto de SW.

Rogue One é o passo inicial para um leque de novas histórias que conheceremos, baseadas no clássico da saga. Star Wars ainda tem muito a ser explorado, talvez não no original de sempre, mas além da contagem dos episódios ao contar mais sobre não-Skywalkers e assuntos por trás dos fatos principais. 

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2 comentários

  1. eu amei tanto esse filme, fui na pré-estreia e já quero/preciso assistir de novo <3 gostei muito da jyn e queria mais filmes com ela, mas... haha :(
    :****

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    1. Também na pré-estreia e voltei no domingo para ver de novo, é muito bom, vale a pena ver quinhentas vezes se for possível! A Jyn é uma personagem perfeita, mas né... fazer o quê?
      Hahah, beijoooos!

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