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9 livros infantis que todos os adultos deveriam ler


Os livros infantis são, muitas vezes, nosso primeiro contato com a literatura. Por meio de fábulas, contos de fadas ou contos ilustrados, começamos nossa jornada no universo literário, mas não precisamos - e sequer devemos - abandoná-los ao longo de nosso percurso. Embora inicialmente escritos para crianças, os livros infantis carregam consigo mensagens belas e lições de vida que podem ser aprendidas e apreendidas independente da idade.

Portanto, neste Dia Internacional do Livro Infantil (02 de abril), o Elfo Livre seleciona nove livros que não devem faltar jamais em sua lista de leitura. São eles:

Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll
Considerado um dos maiores clássicos da literatura britânica, este texto infantil publicado no século XIX comprovou sua atemporalidade e capacidade de tocar o coração de públicos ao redor de todo mundo e por várias gerações, renovando-se por meio de adaptações e releituras, mas com a certeza e que o leitor sempre poderá contar com o original em sua cabeceira.

O Mágico de Oz, de L. Frank Baum
Uma história sobre coragem, amizade e empatia nascia nos Estados Unidos no início do século passado, mas tampouco imaginava-se que esta obra permaneceria entre nós ao longo do tempo. Seu enredo encantador ainda é apreciado e querido pelos mais variáveis públicos que tiveram a oportunidade de aprender mais sobre a vida e sobre nós mesmos com Dorothy, Totó, Espantalho, Lenhador de Lata e Leão Covarde.

O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry
Um dos textos mais aclamados quando se fala de literatura infantil não poderia ficar de fora da lista. Para lê-lo, compreendê-lo e, por fim, amá-lo, o livro cobra do leitor uma sensibilidade além do normal, com a sua narrativa delicada sobre valores e os sentidos da vida. Originalmente publicado na França há quase 80 anos, o livro é, sem dúvidas, um marco na existência de quem se dispõe a lê-lo.

Pollyanna, de Eleanor H. Porter
A inglesa Porter publicava, em 1913, este que viria a se tornar não só o seu maior sucesso literário, mas um dos livros mais importantes para a história da literatura mundial. Sua narrativa sensível sobre uma órfã encantadora promete, a seus leitores, uma nova e otimista visão de mundo que, se seguida, tornará nossa vida mais feliz.

O Jardim Secreto, de Frances Hodgson Burnett
Sensibilidade é a palavra chave para descrever esta clássica história britânica sobre amizade, sim, mas principalmente sobre a importância da natureza em nossas vidas, se deixarmo-nos que esta nos transforme e alegre nosso cotidiano, assim como foi feito pelos personagens dessa tocante aventura por um jardim abandonado que escondia mais do que plantas e animais, mas a receita para a felicidade.

Anne de Green Gables, de Lucy Maud Montgomery
Ao lado de uma órfã encantadora, apaixonada pela vida e muito a frente de seu tempo, esta incrível jornada de autodescoberta da juventude traz aos seus leitores uma brilhante e muito bem escrita narrativa profunda, sentimental, divertida e repleta de reflexões sobre a vida moderna sob o olhar de uma jovenzinha do fim do século XIX que não se satisfazia com o mundo real, usando da literatura e da imaginação para ser plena consigo mesmo.

A Parte que Falta, de Shel Silverstein
De 1976, este livro chegou ao Brasil somente no ano passado, em 2018, mas logo se tornou um dos livros mais vendidos do país, aclamado por sua capacidade poética de contar algo tão sensível e profundo com palavras poucas e simples, acompanhadas de ilustrações ainda mais singelas sobre autoconhecimento e conceitos de completude, originalmente para crianças mas muito bem recebido pelos adultos.

Flicts, de Ziraldo
No Brasil, Ziraldo revolucionou com seu primeiro livro infantil, publicado em 1969 com a inovadora premissa de uma cor diferente, Flicts, que não encontrava seu lugar no mundo, no arco-íris ou sequer nas bandeiras dos países e, triste, resolveu partir em uma jornada pela busca do seu eu e do seu onde. Com muita subjetividade, o livro aborda as diferenças humanas e preconceitos, tornando-se uma leitura essencial ainda hoje, décadas mais tarde.

A Cor de Coraline, de Alexandre Rampazo
Também nacional, mas já contemporâneo, este livro de 2017 traz ao mundo infantil, com uma sensibilidade, ludicidade e riqueza poética incrível, a diversidade racial sob o ponto de vista de uma criança que se deixa levar pela imaginação com uma pergunta inicialmente tão simples como "Me empresta o lápis cor de pele?", mas pele de quem? A cor da minha pele é diferente da sua. O texto é indispensável.

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