Spoonbenders: A Fabulosa Família Telemachus | Resenha

by - outubro 08, 2019


Spoonbenders: A Fabulosa Família Telemachus é um romance de fantasia do escritor Daryl Gregory. Lançado em 2017 nos Estados Unidos, a obra chegou ao Brasil muito recentemente, em julho deste ano, com publicação da Fábrica 231, selo da Editora Rocco, e tradução de Edmundo Barreiros.

A trama aborda a história de uma família paranormal que ganhava a vida a realizar shows exibindo seus poderes pelo país, em plenos anos 60, mas que foi boicotada em um programa de grande audiência e tiveram de mudar toda a forma de sua existência. Anos se passaram e, agora, nos anos 90, são convidados a re-encararem suas habilidades.


Nas páginas deste livro, é possível encontrar personagens telecinéticos, pirocinéticos, capazes de realizar viagens extracorpóreas ou mesmo de se lembrar de algo que ainda não aconteceu. Uma benção ou uma maldição, dependendo da forma como são utilizadas ou interpretadas. Entretanto, seus poderes ficam como plano de fundo para uma narrativa muito mais profunda e delicada.

Mais do que um livro de heróis ou mágicos, Spoonbenders é um registro de uma família quase normal, com tantos problemas, dificuldades e dramas quanto qualquer outra. Em meio a superproteção, amor, promessas e segredos, os personagens irão se redescobrir e reconhecer aqueles ao seu redor, estreitando os laços ao longo da narrativa.


Ambientado em duas décadas diferentes, podemos apreciar, ainda, não só o crescimento ou amadurecimento dos personagens ao longo do tempo, mas do mundo ao redor. Tem como contexto histórico o auge da Guerra Fria, mas também a parte apreensiva após seu fim. Será que realmente acabou ou ainda há espiões por aí?

Neste quesito, a obra não deixa de abordar os primórdios da internet e relacionamentos a distância, assim como temas mais atemporais como envolvimentos com a máfia e luto. Com tantos assuntos sendo abordados ao mesmo tempo, a paranormalidade dos personagens é apenas um quê a mais, muito bem utilizado nos momentos necessários, mas sem tirar o protagonismo da verdadeira força desse livro: as histórias pessoais de cada um.


E, com tantos personagens criados por Daryl Gregory, são inúmeras as histórias a serem contadas. Os capítulos são divididos de acordo com o foco narrativo, e embora as mudanças sejam bem constantes, não torna a obra confusa, mas sim intrigante e viciante. Dependendo do gosto do leitor, cada trama pode ser de maior ou menor interesse, mas mesmo as menos cativantes são lidas rapidamente, de modo que se possa chegar logo às mais encantadoras.

Se você gosta de uma boa e velha fantasia e de ao menos um dos temas abordados na obra, essa leitura muito provavelmente será de seu agrado. São pouco mais de 400 páginas que passam em um piscar de olhos, tamanha a atração e fixação que essa obra, muito bem escrita e rica em detalhes, é capaz de proporcionar.

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