Alena, uma leitura que exige estômago | Resenha

by - 26 dezembro


Alena é uma graphic novel de horror escrita e ilustrada por Kim W. Andersson. Originalmente lançada em 2015, na Suécia, chegou às livrarias do Brasil em 2017 com publicação da AVEC Editora.

Na obra acompanhamos a protagonista Alena, cuja vida é um inferno. Sua melhor amiga morreu, e desde então tem sido perseguida não só pelo fantasma de Josefin, mas pelas mãos das demais garotas do colégio, que a atacam com palavras e atitudes. Como Alena irá lidar com esse mundo repulsivo? Só lendo o quadrinho para descobrir — mas já aviso que precisa ter estômago: com muita violência física e mental, essa leitura dói como um soco. 


Os traços bruscos do autor ajudam a dar esse tom sombrio e impetuoso da obra, que conquista logo de cara com seus visuais intensos, mas se prova ainda mais agressiva com o passar das páginas. Agressividade tal qual necessária para entendermos a gravidade da situação de Alena, com um psicológico tão destruído que passa a assolar diversas instâncias de sua vida e daqueles ao seu redor.

Em resumo, é um trabalho impressionante sobre bullying, medo, depressão e as consequências dos atos humanos, que inclui os alheios sobre nós, mas principalmente de nossas ações sobre nós mesmos e daqueles que nos cercam.

Para quem gosta de adaptações audiovisuais, também há disponível uma versão fílmica sueca do quadrinho, lançado em 2015 com Daniel di Grado na direção e com elenco formado por Amalia Holm, Molly Nutley, Felice Jankell e Rebecka Nyman. Confira o trailer da produção logo abaixo:


Sinopse: Quando Alena chega ao seu novo internato de elite, Filippa e as outras meninas começam a assediá-la. Mas a melhor amiga de Alena, Josefin, não a deixa mais sofrer. Se ela não revidar, Josefin fará isso por ela. Severamente. 

Disponível em edição física e digital


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2 comentários

  1. Eu curto muito obras de terror, porém depende, e por se tratar de violência, depressão e coisas desse tipo eu não sei se conseguiria ler... Fiquei interessada e ao mesmo tempo com receio!

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    1. A obra é mesmo super interessante e eu gostei muito da história, mas é uma narrativa (tanto verbal quanto visual) cheia de gatilhos para quem tem problemas com esses temas, então o receio é completamente compreensível. :(

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