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Bright | Jessica Jung é mais autobiográfica na sequência de seu livro (Resenha)

Bright | Jessica Jung é mais autobiográfica na sequência de seu livro (Resenha)

Jessica Jung lançou em 2020 o seu primeiro livro, Shine, cuja sequência Bright chegou às livrarias dos Estados Unidos em 2022 e é esperado para ser lançado ainda neste ano pela Intrínseca. Não consegui esperar pela tradução, e o que li em Bright foi uma história ainda fictícia, mas muito mais autobiográfica e densa sobre o competitivo cenário do k-pop.

Se em Shine vimos a protagonista Rachel realizar seu sonho de se tornar uma idol ao debutar como integrante do Girls Forever, em Bright damos um pulo temporal de seis anos para mostrar o girl group no auge de sua popularidade — mas também de seus problemas internos, conforme as integrantes começam a competir entre si pela posição mais brilhante sob os holofotes.

Tudo parece estar indo muito bem para Rachel, com o reality show que está gravando com sua irmã mais nova, Leah, que acabou de debutar no mais novo grupo feminino da DB, e a ascensão de seu nome no meio fashion, qual pretende começar a explorar mais a fundo com o lançamento de sua própria marca. No entanto, sua felicidade incomoda as demais integrantes, em especial Mina e Lizzie, que começam a fazer de sua vida no dormitório um inferno. 

Em meio a diversos conflitos, seja com as integrantes ou consigo mesma conforme tenta lidar com todas as recentes mudanças de sua vida e equilibrar suas atividades extra-curriculares de modo que não atrapalhe a agenda do Girls Forever, vemos um lado do k-pop que não é frequentemente comentado: as competições internas.

Muito se fala sobre como as empresas e grupos competem entre si, vendo quem vende mais álbuns ou lota mais estádios em menos tempo. No entanto, raramente vemos idols de k-pop abrindo o jogo sobre a busca por ser a integrante mais popular de seu grupo e o misto de raiva e inveja que se sente ao ver outro brilhar mais. Os conflitos gerados a partir disso são narrados no livro, indo desde simples "implicâncias de irmãs" à tentativa de acabar com uma carreira pela raiz.

Se Shine pode ter parecido bobo e imaturo a alguns leitores, tal como a pouca idade de sua protagonista, Jessica Jung pesa a mão na sequência, apresentando em Bright uma história que conversa com a sua própria de várias formas. Afinal, ela própria passou por uma desventura muito semelhante em 2014. 

Fãs que acompanharam o fim de sua jornada com o Girls' Generation certamente notarão algumas semelhanças entre o enredo da obra fictícia e a vida real da idol e escritora, comprovando mais uma vez a intenção de Jessica Jung com esse livro: contar a história que a indústria do k-pop tentou silenciar.  

Se aprofundar em analogias e citar nomes pode ser prejudicial para Jessica, e portanto guardarei minhas teorias apenas para mim, mas a própria já disse em entrevista ao Time que despertar esse instinto CSI nos leitores é proposital: "Vai ser como uma caça ao tesouro, procurando pistas e quem é quem, o que é o quê, o que é verdade, o que não é." 

E embora parte disso seja, de fato, a grande diversão do livro, Bright vai muito além: o k-pop pode ser cruel as vezes, mas ainda é um sonho, ainda é o sonho de Rachel — e possivelmente de Jessica. À Capricho, ela disse: "Eu quero que os leitores fiquem com a mensagem de que eles nunca devem parar de sonhar, e que nenhum sonho é grande demais." 

E essa é a verdadeira mensagem do livro. Que apesar de tudo o que aconteceu, de bom ou de ruim, o sonho ainda vive e para cada porta que se fecha uma nova se abre. Jessica Jung, idol, empresária, designer e escritora, é a prova viva disso. E seu livro é um lembrete do quão versátil ela é — e que nós podemos ser também. 

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