The King: Eternal Monarch (O Rei Eterno) | Primeiras Impressões

by - 24 abril


Estreou na última semana o drama The King: Eternal Monarch, exibido na Coreia do Sul pela SBS e no resto do mundo pela Netflix, com lançamento no Brasil sob o título traduzido de O Rei Eterno.  A produção é roteirizada por Kim Eunsook, já conhecida por seu trabalho em Goblin (2017) e The Heirs (2013), e traz o encontro inédito entre os astros das duas produções, Kim Goeun e Lee Minho. É, ainda, o drama que marca o retorno de Minho à televisão após seus dois anos de serviço militar obrigatório. 

Na trama, um jovem príncipe presenciou o assassinato de seu pai. Com "O Diabo" abrindo a porta entre dois mundos, o agora adulto e imperador Lee Gon se vê na missão de fechá-la, mas acaba indo parar em um universo paralelo no qual conhece a detetive Jung Taeeul, uma jovem cética e determinada a proteger a vida de todos que ama. 



À primeira vista a história pode parecer um pouco confusa, mas bastaram os dois episódios iniciais para explicar o contexto ao público e deixar os espectadores ansiosos por mais: sem entregar toda a trama logo de cara, The King deixa espaço para diversas teorias sobre o passado, presente e futuro não só dos protagonistas, mas dos secundários.

Ao redor de Lee Gon, principalmente, há alguns rostos que tiveram pouca ação nessa primeira leva do drama, mas já demonstraram potencial de se desenvolverem em grandes problemáticas no futuro da novela, seja com a disparidade entre Jo Young e Jo Eunsup, ambos personagens de Woo Do Hwan que, em cada mundo, assume uma personalidade diferente, ou no grande suspense que cerca Koo Seoryeong (Jung Eunchae), cujos objetivos reais ainda não foram apresentados ao público.


Um dos grandes pontos positivos dessa abertura foi a personagem de Kim Goeun: não cansada de brilhar em Eungyo (2012), Cheese in the Trap (2016), Goblin (2017) e Tune in for Love (2019), a atriz se supera mais uma vez neste papel que pode vir a ser um dos maiores de sua carreira, abandonando qualquer tom de donzela indefesa que poderia ser abordado em um conto de fadas para viver a mais pura representação da mulher forte e determinada.

Sua atitude marrenta dispensa a etiqueta e qualquer clichê romântico: por mais lindo que Lee Gon seja, aos olhos de Taeeul ele é só mais um alucinado. Em seu papel de detetive/policial, a segurança pública vem antes de qualquer loucura romântica com um desconhecido montado em cavalo branco que se diz monarca em pleno século XXI e, por mais que na posição de espectador saibamos de seu erro ao não acreditar nele, é sob os olhos da não-ficção que percebemos a sensatez de sua personagem.


Outro grande destaque de The King é sua fotografia extremamente cinematográfica: seu orçamento ainda não foi divulgado ao público, mas basta observar os belíssimos efeitos gráficos utilizados para contrastar a discrepância entre os dois mundos para perceber que estamos falando de uma produção absurdamente responsável não só em entregar uma boa história, mas um verdadeiro show visual.

Felizmente o drama terá 16 episódios, uma quantidade considerável não só para encher nossos olhos com suas belezas (tanto cinematográficas quanto do elenco repleto de perdições), mas para desenrolar toda essa história repleta de mistérios, em uma mistura de ação, romance, suspense e comédia que promete conquistar fãs em todo o mundo com seu lançamento pela Netflix.

Vale a pena acompanhar The King: Eternal Monarch e ver o rumo que essa grande narrativa irá tomar — e que, ao menos neste primeiro momento, parece longe de decepcionar

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1 comentários

  1. Ta só indo de mal a pior, comecei curiosa mas no final do segundo episódio eu já tava meio "???????" sério que o rumo ta sendo assim?
    Agora 10 apisódios depois...meu...deus...

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