GLAM: conheça o antigo girlgroup da empresa do BTS

by - 10 junho


Durante muitos anos a Big Hit Entertainment se focou em administrar unicamente a carreira do BTS e, agora, conta com os meninos do TXT como novos artistas da casa. Mas você sabia que muito antes disso a empresa já teve um grupo feminino? Chamado GLAM, esse girlgroup foi um pequeno fracasso em vendas, mas sua história polêmica e músicas ousadas para a época fazem dele um nome importante para a história do k-pop, e você precisa conhecê-lo!

A história do GLAM

O grupo foi lançado em 2012 pela Big Hit Entertainment originalmente como um quinteto formado por Zinni, Trinity, Jiyeon, Dahee e Miso. Sua música de estreia foi Party (XXO) e o grupo não chamou tanta atenção quanto merecia.

A faixa Glamorous, utilizada como intro de suas performances de debut, fez algum barulho devido a participação em holograma de SeeU, Vocaloid coreana que era dublada pela integrante Dahee. As integrantes dançando em meio ao holograma foi algo icônico para a época.


No último dia do ano, Trinity anunciou sua saída do grupo por motivos pessoais. A integrante praticamente não tinha linhas nas músicas do GLAM, o que levou os poucos fãs do grupo a não se chocarem tanto com a notícia de sua partida.

Agora como um quarteto, as meninas continuaram em atividade até o ano de 2014, lançando mais algumas músicas e até mesmo OSTs como The Person I Miss, para o drama Five Fingers

As principais músicas

Da curta discografia do grupo, podemos citar três músicas que com certeza marcaram a pequena mas importante passagem das meninas pelo cenário do K-POP. São elas:



Party (XXO) foi a faixa de estreia do grupo e talvez, àquela época, o K-POP ainda não estivesse preparado para o que o GLAM estava fazendo. O BTS traz músicas com letras críticas e uma entrega divertida, mas o GLAM já fazia isso antes mesmo de sua estreia (e quando o Jimin ainda era um dançarino de apoio das garotas).

Trata-se de uma música que mistura vocais sonhadores com raps bem entregues e uma coreografia viciante, mas é mais do que isso: em sua letra, Party (XXO) traz um romance que não se importa com gêneros: "Você é um homem? Mulher? Eu não me importo! A paixão é chave e um coração quente é sua identidade".


I Like That foi o primeiro comeback do grupo, começando o ano de 2013 com uma música que narra sobre estar tudo bem em ficar sozinha e saber apreciar a própria companhia, seja cantando sozinha no karaokê ou tendo que matar uma barata por conta própria. A mensagem é passada com muito bom humor.

O clipe continuou com a identidade única do grupo que soube lidar muito bem com integrantes de diferentes imagens, desde as mais fofinhas às bad girls, dando espaço ainda para as coreografias b-boy da membro Zinni brilharem. As meninas também se divertem em cena, trazendo um ar espontâneo ao MV.


Em março do mesmo ano o grupo lançou o clipe oficial para In Front of the Mirror, uma música diferente de tudo o que as meninas já haviam feito, mas ainda assim com a marca registrada do grupo que é as críticas a sociedade. Nesta música, as integrantes se olham no espelho insatisfeitas com a própria imagem, e a letra complementa a mensagem. No refrão, cantam:

Em frente ao espelho, frente ao meu rosto
Meu orgulho dói de novo
"Eu sou bonita, eu sou incrível"
Não há sentido em falar comigo mesma.
E eu estou caindo, estou caindo
Choro lágrimas infinitas, 
A dura verdade que me instiga é que eu não sou bonita 

Conforme o vídeo avança, as meninas se olham no espelho e tiram tudo aquilo que não as fazem bem, se arrumam para si mesmas da forma que gostam e se sentem melhores consigo mesmas. Ao fim da música o último verso do refrão pode não mudar, mas elas aprenderam a aceitar suas próprias aparências e serem felizes com quem elas são, sem se importar com os padrões.

Eu não sou bonita, mas e daí? Essa é uma crítica que o k-pop não estava pronto para ouvir em 2013, e continua não preparado em 2020.

Treta e Disband

Em setembro de 2014 o ator sul-coreano Lee Byunghun acusou a integrante Dahee e a modelo Lee Jiyeon de o terem chantageado e cobrado 5 bilhões de won dele. Em janeiro de 2015 Dahee foi sentenciada a um ano de prisão e na mesma data a Big Hit Entertainment foi a público afirmando que todas as integrantes haviam concordado em encerrar seus contratos, dando fim ao grupo.

Jiyeon, Zinni e Miso tiveram que pagar pelo preço dos erros de Dahee, encerrando suas carreiras antes do esperado.

Por onde andam?



Dahee voltou à mídia recentemente como uma streamer e não demonstra interesse em retornar para o cenário do k-pop. A integrante Jiyeon passou a promover como solista inicialmente sob o nome de Lucy (ouça faixa B-DAY aqui!), mas mais recentemente mudou seu nome para Haee (해이). Ela é a única que segue na música.

Zinni usa seu perfil no Instagram (@kitty_kim_) para compartilhar seus trabalhos como skatista profissional e sua vida pessoal. Miso tentou abrir um canal no YouTube (confira aqui!), mas já faz 3 anos que não o atualiza. Trinity, a primeira integrante a sair do grupo, segue fora dos holofotes e é difícil encontrar algo sobre ela na internet. 

O que seria do GLAM hoje?

Com todo o sucesso do BTS, é inegável que hoje a Big Hit é uma das empresas mais influentes da indústria do K-POP e, tudo o que toca, vira ouro. Se o GLAM ainda existisse teriam uma popularidade muito superior ao de sua época de estreia, mas isso não seria exclusivamente mérito de sua empresa.

O GLAM estreou com uma forte pegada girl power: mesmo nas músicas mais lentas a mensagem de amor próprio estava presente, marca da tendência atual do mercado musical mas que em 2012 já tinha suas necessidades supridas pelo sucesso de 2NE1, Miss A e 4Minute, deixando qualquer outro nome nas sombras.


Hoje em dia, grupos femininos com essa imagem mais determinada e batidas eletrônicas são recebidos com grande empolgação, dado o exemplo de BLACKPINK, Everglow, (G)I-DLE e ITZY, que mesmo com pouco tempo de carreira já fizeram sua marca no K-POP, além de Mamamoo, Red Velvet e Dreamcatcher que também levantam a pauta da força e autossuficiência feminina, mesmo com estilos diferentes.

Rumores dizem que a Big Hit Entertainment pegou traumas de girlgroups após a experiência com o GLAM, e a estreia de um novo grupo feminino na empresa é muito antecipada por todos os fãs de k-pop, que querem conhecer as futuras "irmãzinhas" do BTS e do TXT. Entretanto, ainda parece que teremos que esperar para ver: um debut é esperado para o ano de 2021 mas será pela subsidiária Source Music, a mesma que administra o G-FRIEND.

E você, viveu o período de atividade do GLAM?

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