Hwasa liga o fod*-se em I'm a 빛, seu novo hino empoderado

by - 27 novembro

I'm a 빛

Mais do que uma idol, Hwasa é uma verdadeira contadora de histórias. Se seu trabalho como maknae do grupo de k-pop MAMAMOO já é impecável, podemos ver ainda mais de seu talento, habilidades e empoderamento através de suas músicas solo. Amamos Twit e LMM, mas é inegável que María foi o seu grande hit e a faixa ganha agora uma espécie de continuação em I'm a 빛, lançada no dia 24 de novembro. 

Se você é novo aqui no Elfo Livre, leia a teoria "María, a ganância, matou Hwasa" antes de prosseguir com a de I'm a 빛, pois as músicas estão conectadas. Mas, em um breve resumo, no clipe de María vimos uma crítica de Hwasa sobre toda a pressão que os idols passam, seja pela imprensa ou pelos próprios fãs, que não esperam menos que a perfeição. 

Ao longo do vídeo, Hwasa vai se perdendo em meio às críticas que recebe e acaba se tornando uma versão menos realista de si mesma, projetando em si a imagem que as pessoas deram para ela. Sua personagem no clipe anterior chega a morrer, e é o seu renascimento que acompanhamos em I'm a 빛, sua nova música. 


A começar pelo nome da música, a palavra em coreano 빛 (bich) significa luz, mas sua pronuncia é parecida com b*tch, a palavra em inglês para v*dia. Novamente Hwasa brinca com a dualidade neste jogo de palavras: ao mesmo tempo em que ela se assume como uma garota má, ela também alega ser brilhante. Ela tem orgulho de ser quem ela é, mesmo que isso possa parecer estranho aos outros.

O MV começa com Hwasa saindo de uma caixa em um galpão abandonado, como se tivesse sido jogada para morrer sozinha. A caixa estava cheia de água, dando a entender que havia sido jogada ao mar, para se afogar. Ao lembrarmos do clipe de María, no vídeo anterior o corpo da cantora havia sido encontrado em uma banheira, novamente colocando a água em cheque em sua cena de morte.

Podemos dizer que a Hwasa que conhecemos não morreu de fato. Muito pelo contrário, é como se ela estivesse de volta a vida, tendo uma nova chance de ser ela mesma e de viver plenamente. Ao abrir a porta, a artista fragilizada se depara com sua versão empoderada, sua nova eu, sem limites.

Hwasa liga o fod*-se em I'm a 빛, seu novo hino empoderado

Essa Hwasa não tem medo de se mostrar diante dos holofotes
, ela não está nem aí para o que a mídia e público vão pensar dela: ela sabe que a vida é finita e quer aproveitar o seu tempo sendo fiel aos seus princípios ao ponto de preferir morrer do que ter que ser quem ela não é. Ela quer respirar, sem sutiã, como diz em um trecho da música. 

Nada dura para sempre
Minha sensação, minha crença
Eu espero não perdê-las
Em uma palavra, eu sou louca
Até agora estou vivo
Você deveria ficar comigo ao meu lado

A vida é tão incrível
Mesmo se eu estiver ficando louca,
Meus pecados são lindos, baby
A vida agora é tão terrível
Mesmo que eu ria por não conseguir chorar
O que posso fazer?
Com licença, eu sou uma V* 

Agora, eu sou selvagem
Me diga que sou louca
Ah ah woo
Tudo é tão óbvio
Eu preferiria morrer

Hwasa liga o fod*-se em I'm a 빛, seu novo hino empoderado

Entre as cenas dessa Hwasa que aceitou sua eu "louca" e aprendeu a se amar, também vemos uma cena caótica no banheiro, como se fosse uma recaída. Nas paredes, em batom vermelho que lembra sangue, vemos palavras como Deus, Selvagem e Linda cercando Hwasa, novamente presa entre as pressões que ela, como artista, sente. No entanto, desta vez ela não se importa mais, mostrando o dedo do meio para todos os comentários: não são os internautas que vão ditar quem ela deve ser. 

Uma grande prova de como sua música reflete sua verdadeira eu, sem falsidades, veio em evento recente, no qual um fã pediu que Hwasa fizesse aegyo (gestos fofos) e ela recusou. Alguns internautas trataram sua recusa como desrespeito, mas o ato foi de pura sinceridade: Hwasa não é fofa, ela é uma mulher de 26 anos que não gosta de fazer aegyo, e ela não vai mudar sua personalidade para agradar os outros

Confira o momento:



No clipe, Hwasa também se aproxima de sua eu ao honrar as raízes coreanas com a presença do Gayageum, instrumento tradicional de seu país. Ao som de música tradicional, a artista lidera um time de dançarinos em uma mistura de trajes de época e contemporâneos que mostram como é possível ser atual sem se esquecer de seu passado. 

A última cena parece um túmulo, mas a presença das cobras nos leva para uma interpretação bíblica, como se a artista estivesse no Jardim do Éden e as cobras ao seu redor representassem a tentação: com sete cobras de cores diferentes, cada uma delas pode representar um pecado, dando margem para mais um futuro clipe repleto de mensagens para decifrarmos. 

Hwasa liga o fod*-se em I'm a 빛, seu novo hino empoderado

Por enquanto, o que sabemos é que Hwasa entregou não só mais uma música de qualidade, mas de personalidade, e a cada novo single da diva empoderada nos apaixonamos e nos inspiramos mais por sua força e o que ela representa dentro do k-pop.

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